Entre o primeiro atraso e a decisão de agir juridicamente, costuma existir um período em que o credor tenta resolver sozinho. É um movimento compreensível, mas é também o período em que mais se cometem erros capazes de enfraquecer a cobrança futura.
Negociar sem documentar
Conversas por telefone, promessas de pagamento aceitas informalmente e prorrogações combinadas de boca criam um histórico confuso. Quando a negociação falha, sobra a dúvida sobre o que foi ou não acordado.
Toda tratativa relevante merece registro escrito, ainda que simples. Além de organizar a memória da negociação, o registro pode conter reconhecimentos de dívida que fortalecem a posição do credor.
Conceder sem contrapartida
Alongar prazos, retirar encargos ou aceitar parcelamentos sem nenhuma contrapartida documental é abrir mão de posição sem ganhar nada em troca. Uma renegociação bem conduzida pode, por exemplo, converter uma dívida discutível em confissão líquida, ou agregar garantias que não existiam.
Deixar o tempo correr
Créditos têm prazo de vida. A prescrição varia conforme a natureza do título e da obrigação, e cada mês de espera também é tempo para o patrimônio do devedor se deteriorar ou mudar de lugar. Esperar demais é, na prática, escolher recuperar menos.
Isso não significa processar imediatamente, e sim decidir com método: avaliar a documentação, o patrimônio e o custo de cada caminho enquanto todos os caminhos ainda estão abertos.
Cobrar de forma agressiva ou irregular
Exposição do devedor, ameaças e cobranças vexatórias podem gerar responsabilidade para o próprio credor, além de contaminar a negociação. A firmeza da cobrança deve estar na qualidade da prova e na estratégia, não no tom.
Se você conhece alguém passando por isso, manda para essa pessoa.
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